quarta-feira, 19 de junho de 2013

Transplante para reconstruir falhas nas sobrancelhas





Assim como o cabelo é considerado a moldura do rosto, as sobrancelhas são o adereço dos olhos, e ajudam as pessoas a transmitir suas emoções. A ausência de sobrancelhas torna os olhos sem expressão e mais vulneráveis, pois elas têm uma função protetora, e evitam o escorrer do suor e de outros líquidos para dentro dos olhos. Hoje, com o avanço da tecnologia, é possível realizar o transplante de sobrancelha. Este procedimento é indicado em casos de perda da mesma, que normalmente está ligado a fatores como perda definitiva do pelo por depilação contínua com pinças, cicatrizes, queimaduras, acidentes e outros tipos de trauma no local. 

Na reconstrução de sobrancelha, a técnica mais indicada é a FUE (Follicular Unit Extraction) que remove unidades foliculares pré-selecionadas contendo apenas um fio de cabelo. Essa técnica tem a vantagem de não deixar cicatrizes no local, quando comparada à técnica tradicional FUT (Follicular Unit Transplantation), em que as unidades foliculares de um fio são obtidas através da remoção de um segmento do couro cabeludo, com cerca de 8 cm na região da nuca e que deixará uma cicatriz linear no local. 

Como as unidades foliculares são retiradas do couro cabeludo, há possibilidade de um crescimento desigual, em relação aos existentes na sobrancelha, havendo necessidade dos fios transplantados serem aparados de tempos em tempos. O Dr. João Carlos Pereira (CRM 40737), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) explica: é importante salientar que, antigamente, as pessoas não tinham o hábito modelar a sobrancelha. Hoje, mesmo quem tem sobrancelhas normais apara periodicamente, portanto, esse crescimento dos fios deixou de ser um problema.

O procedimento é realizado com anestesia local e dura, aproximadamente, duas horas. Ao final da cirurgia, o paciente pode retornar para casa. O transplante de sobrancelha não é indicado para pessoas que tiveram queda de cabelo, ocasionada por doenças autoimunes, como alopecia areata, lúpus eritematoso, entre outras. 

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